Por: J. C. David
Estar ao lado do povo, dos oprimidos, defender a soberania do estado, igualdade social, lutar contra o capitalismo... Essas são algumas das características de quem se denomina de esquerda, mesmo que seguidor de uma “escola” diferente seja ela o leninismo, maoísmo, Luxemburguismo, castrismo, entre outros. Todos eles de certa forma, nascidos do Marxismo e seguindo a linha comunista/socialista, que já teve influência sobre boa parte do território mundial, hoje encontra-se mais enfraquecida, ou sobrevivendo dentro de um modelo mais populista, como maior exemplo a Venezuela e Cuba, ou mesmo dúbio como a China e de certa forma o Brasil.
Estar ao lado do povo, dos oprimidos, defender a soberania do estado, igualdade social, lutar contra o capitalismo... Essas são algumas das características de quem se denomina de esquerda, mesmo que seguidor de uma “escola” diferente seja ela o leninismo, maoísmo, Luxemburguismo, castrismo, entre outros. Todos eles de certa forma, nascidos do Marxismo e seguindo a linha comunista/socialista, que já teve influência sobre boa parte do território mundial, hoje encontra-se mais enfraquecida, ou sobrevivendo dentro de um modelo mais populista, como maior exemplo a Venezuela e Cuba, ou mesmo dúbio como a China e de certa forma o Brasil.
Mas fugindo a conceitos históricos e teóricos é possível sim dizer que a esquerda ainda existe. O professor da UNICAMP (Universidade de Campinas) Ricardo Antunes, define que ser de esquerda é ser contra a lógica destrutiva do capital, que é responsável pela degradação ambiental, destruição do trabalho e o empobrecimento e miserabilidade de bilhões de pessoas. E o secretário de organização do PCB, Luciano Morais é um desses que se definem de esquerda. “É uma opção de luta, de militância ao lado do povo, dos trabalhadores do movimento estudantil”, afirma Luciano que tem no PCB seu único partido durante toda sua vida de militante. Ele também critica o processo de “metamorfose” que ocorre nos movimentos sociais e partidos que se denominam de esquerda, como PC do B e PT; para ele esse processo apenas legitima o falso axioma de que não existem mais ideologias, ou que a esquerda morreu. “Esse é uma linha de pensamento que só favorece a direita. Muito dela advém do livro “O fim da história” de Fukoyama. E foi algo até engraçado, enquanto Fukoyama pregava que com a derrota da União Soviética e a queda do muro de Berlim o socialismo chegava ao fim, no México, no mesmo dia, houve um levante do movimento zapatista de cunho socialista”, disse o secretário do Partidão (como é conhecido o PCB).
"Se houver um movimento legitimo pela defesa da igualdade, estarei lá"
Não é apenas dentro dos movimentos políticos que existe a esquerda, a estudante de Aline Oliveira nunca participou de nenhum movimento político, porém, se considera de esquerda. “Ser de esquerda é ser crítico a uma realidade muitas vezes maquiada pela mídia é estar ao lado do povo, sem necessariamente fazer parte de um grupo político, até porque para mim atualmente política é uma ação pessoal”, diz a jovem de 20 anos que não pensa em se filiar a algum partido, porém não foge a “Luta”. “Se houver um movimento legitimo pela defesa da igualdade, estarei lá”.
A esquerda existe! Mais forte em alguns locais, fraco em outros, vestido com o manto do populismo em alguns países e das ditaduras em outros, mas existe. Nas ações, ideias, propostas e lutas de classes sociais que buscam estar ao lado do povo, dos oprimidos, defender a soberania do estado, igualdade social, lutar contra o capitalismo...
"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".
ResponderExcluirChe Guevara